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domingo, 8 de setembro de 2013

Qual é a tua obra?

Mario Sergio Cortella


Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética


"O homem é..."
"...um animal racional" (Aristóteles), "...um caniço pensante" (Pascal) ou "...um cadáver adiado" (Fernando Pessoa)?

Estreando aqui no blog Lido e Comentado com um ótimo livro, Mario Sergio Cortella nos mostra sua opinião sobre gestão, liderança e ética, termos abordados por ele e que nos propiciou uma leitura rápida e agradável.

O que é essencial e o que é fundamental? Em cada pergunta, da enxurrada de perguntas feitas no livro, algumas nos tomam maior tempo de raciocínio por serem mais profundas, como “Quero? Devo? Posso?”, refletindo sobre ética na vida de forma geral. Além disso, a questão “o que é um ser humano?” traz abordagens de grandes figuras, como Aristóteles, Pascal e Fernando Pessoa, deixando certa graça em suas respostas. E o que responder quando alguém pergunta "sabe como quem está falando?"?

Qual e a tua obra? tenta nos mostrar várias perguntas não formuladas por muitos de nós mas que nos acompanham inconscientemente por muito tempo. Qual é a tua obra:
  • É ser reconhecido?
  • Desenvolver a capacidade de aprender sempre?
  • Encontrar-se naquilo que faz?
  • Saber lidar com a velocidade das mudanças?
  • Administrar o tempo?
  • Ser capaz de inspirar pessoas?
  • Ser ambicioso, mas não ganancioso?

"O lado bom de não saber: reconhecer o desconhecimento sobre certas coisas é sinal de inteligência e um passo decisivo para a mudança."
"Física Quântica: indicada para casos crônicos de falta de humildade."

Segundo Cortella, é preciso colocar em destaque uma frase do grande beneditino francês, que escreveu Gargântua, Pantagnel, no século XVI, François Rabels.
"Conheço muitos que não puderam quando deviam porque não quiseram  quando podiam."
(François Rabels) 


Abaixo um vídeo do autor em uma de suas palestras, comprovando o valoroso conteúdo de sua obra.










quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Voltei

Chico Xavier - pelo espírito Irmão Jacob


"Pessoa alguma escapará aos imperativos do próprio melhoramento. A criatura ignorante poderá refugiar-se na intemperança dos sentidos físicos, acreditando ser a morte o fim de toda a luta, e o homem instruído folheará páginas preciosas, imaginando-se exonerado da obrigação de ser útil ao próximo, no devotamento fraternal. Entretanto, para todos aqueles que se demoraram longe da ação edificante e renovadora, a vida espiritual reabre as portas do esforço pessoal imprescindível."

A que comparar o fenômeno da morte, dentro de suas sensações e surpresas?

Frederico Figner, que no livro Voltei, tendo em 1949 sua primeira edição e recebido pelo iluminado médium Chico Xavier, adotou o pseudônimo de “Irmão Jacob, foi dirigente da FEB¹ e espírita atuante. E nem por isso teve o privilégio de não ter dúvidas quando acolhido pelos amigos do “outro lado”.

Acreditava que a vida após a morte era somente um julgamento para que, se aprovado, prosseguiria para esferas superiores. Do contrário, delongaria outra vida no nosso planeta, e assim repentinamente.

Um tanto diferente de seu pensamento inicial foi sua trajetória na “passagem desta para uma melhor”, narrada carinhosamente nesta magnífica obra e cheia de detalhes emotivos e verdadeiros, chamada “Voltei”.

“Lastimavam todos, qual ocorria a mim mesmo, não haverem aproveitado as horas no corpo físico, dentro da eficiência desejável. Poderíamos ter concretizado muito mais o nosso idealismo cristão na causa que abraçáramos, se tivéssemos usado a aplicação com o mesmo ímpeto com que procurávamos conforto no campo do ensinamento.”


Por que ler este livro?


É, de longe, uma das dúvidas mais presentes na mente de muitos como é a vida após a morte, se assim existir.

Este livro nos mostra, por conter detalhes em abundância, como foi a passagem, o que viu, o que sentiu – ou o que não sentiu mais – o gracioso autor durante o período. Cada criatura tem a sua individualidade e, por assim ser, não é certo que seguirá os mesmos passos. Todavia, o julgamento virá, de certo, e com ele todas as surpresas que cada ser tem em merecimento.

Também em várias oportunidades nos adverte sobre o tempo perdido, que deixamos escoar pelos dedos e o qual alguns de nós procuramos desesperadamente o resgate do mesmo, não tendo todos a mesma sorte.

Passados alguns momentos difíceis do qual se encontrou, o autor nos mostra o quão belo pode ser o “outro lado” e as maravilhas que nos aguardam, além de apresentar alguns trabalhos do qual participa, promovendo o amor.

Conceitos de uma cartilha preparatória


Um trecho que nos chamou a atenção foi o de uma cartilha lida, donde seguem alguns ensinamentos.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

De gênio e louco todo mundo tem um pouco

Augusto Cury


Um livro de Augusto Cury que vai agradar jovens de 9 a 90 anos!


“Não há gênio que não tenha sua loucura e louco que não tenha sua genialidade. De gênio e louco todo mundo tem muito mais do que se imagina.”

Mais uma vez Augusto Cury põe seus pés ensinamentos aqui nos permitindo entender um pouco mais da psicologia pessoal através de dois malucos, Boquinha e Prefeito.

Este dois doidos nos permitiram até rir sozinhos durante a deliciosa leitura fornecida no livro e nos remete a comparação da nossa própria vida, entendendo que podemos ser muito mais livres e termos momentos mais divertidos do que, de fato, temos.

Os personagens foram extraídos entusiasmadamente dos dois volumes da saga O Vendedor de Sonhos, incluindo um dos volumes já inserido no nosso blog, sendo O semeador de ideias – do mesmo autor.

A história detalha a vida de dois coadjuvantes da outra história, mostrando o quão difícil foi a vida de cada um e, mesmo não tendo nenhuma familiaridade, são muito mais parecidos do que imaginam. Ainda que a infância dos dois tenha sido trágica, eles conseguem ignorar este fato, inventando mentiras para algumas pessoas, ajudando outras e surpreendendo todo o resto.


Por que ler este livro?


Livro de leitura fácil e vocabulário simples, abusando de criatividade e realidade.

O autor nos leva a presenciar um cenário pouco comum e algumas atitudes nada sérias, além de podermos comparar alguns atos dos personagens com nosso cotidiano que, muitas vezes, triste, cansativo, depressivo, permitem soluções tão simples e tão divertidas. Basta enxergar por outro ângulo, ver de outra forma. Sair da realidade e encontrar o louco genial que cada um de nós somos.







quinta-feira, 13 de junho de 2013

O semeador de ideias

Augusto Cury


Que atitudes tomaria se o mundo desabasse sobre você?


"A humanidade não precisa de heróis nem deuses, mas de seres humanos que reconheçam suas tolices e assumam suas limitações e imperfeições."

Livro de Augusto Cury que dá sequência na saga O vendedor de sonhos e que pode ser lido separadamente dos outros.

A fascinante história nos mostra um trecho conturbado da vida de Mellon Lincoln e sua modesta recuperação, deixando bem claro sua capacidade de pensar.

O voo era o JM 4477, do dia 23 de março. Lá estava a família de um dos homens mais poderosos do planeta, Mellon Lincoln, dono de um enorme grupo de empresas espalhadas por muitos países. Lincoln, assim como outras figuras da nossa história, tinha muito poder e caiu por terra devido a um traidor acolhido sentimentalmente por ele em uma de suas empresas¸ Roger.

Roger, por sua vez, era seu cunhado, irmão e sua esposa e que deixou a cobiça tomar conta do seu pensamento, eliminando do seu caminho o que e quem precisasse e corrompendo outras pessoas com seu pequeno poder dentro do grupo.

Junto a esposa Lincoln tinha um casal de filhos. Era um homem ambicioso, afetado por seu doentio vício em trabalho e marcado para morrer no voo JM 4477 do dia 23 de março.  No aeroporto, logo antes de embarcar numa viagem férias com sua família, teve que resolver um problema e retirou-se do caminho do voo. Ainda no aeroporto, logo após a decolagem do seu voo perdido, Lincoln vê o avião explodir.

Julgado por sua própria mente Lincoln não encontra respostas para o ocorrido e inicia, em praça pública e alto e bom tom, um diálogo com Deus. Seria um monólogo, mas ele mesmo encontra respostas como sendo de Deus e persiste debatendo, fazendo-Lhe perguntas que poucos sequer pensariam em fazer a si mesmos. Eis que, a partir daí, surgem alguns seguidores de caminhada, os discípulos. Junto a estes, aparecem alguns cidadãos que não gostaram da forma com que Lincoln se dirige a Deus e agridem-no.


Começa aí a longa trajetória de Lincoln para tirar o fantasma da culpa de sua mente, nos mostrando que é possível pensarmos um pouco mais do que vemos.



Por que ler este livro?

“Vivemos na era do fast-food intelectual em que tudo é rápido e pronto como um hambúrguer. Não estamos elaborando as informações nem promovendo o raciocínio esquemático, a arte da pergunta ou o idealismo.”
Também com estas palavras, o Semeador de Ideias nos mostra que estamos estagnados no tempo e permite que percebamos o poder do intelecto de cada um de nós. Ao invés de aceitarmos tudo, por que não nos perguntamos o que poderia ser melhorado? O fast-food de ideias que nos cobre nos dias atuais nos torna uma sociedade sem vida.




quarta-feira, 22 de maio de 2013

O pianista

Wladislaw Szpilman


Livro que deu origem ao premiado filme de Roman Polanski

"Mulheres com crianças nos braços arrastavam-se de grupo em grupo, implorando uma gota de água cujo suprimento fora propositalmente cortado pelos alemães. As crianças tinham os olhos sem vida, as suas cabeças balançavam em pescoços fininhos e seus lábios ressecados estavam abertos, parecendo bocas daqueles peixinhos que os pescadores jogam fora na beira do rio."

É baseado num trecho deste porte que podemos tirar certas conclusões, talvez precipitadas, mas nada longe da realidade que ocorreu entre o final dos anos 30 e meados dos anos 40, na Polônia, durante a Segunda Guerra Mundial.

Wladislaw Szpilman nos relata, com fria emoção, como quem sentiu o pior dos horrores em sua veia mas procura se retratar em terceira pessoa durante o decorrer do livro, como foram os poucos dias que antecederam o início da guerra e toda a sua luta pela sua própria sobrevivência, num ambiente terrivelmente hostil, regado à fome, frio, sede, falta de medicamento etc, oferecido pela brutalidade dos membros da SS* e pela própria - e corrupta - polícia polonesa em meio a esse tempo.

"Aquele que media as nossas horas,
Continua a medi-las.
Diga-me o que tanto ele mede.
E mede, e mede..."

(Paul Celan)

Falando em números, Szpilman nos permite adentrar na história com uma riqueza imensurável de detalhes entre ruas, pessoas, lugares, sensações..., e viajar na detalhada história de superação que teve durante os anos de guerra - 1939 e 1944 - e expressa o que fez para ser um dos 240 mil judeus poloneses sobreviventes da guerra, dentre os 3,5 milhões que ali habitavam antes disso.


Por que ler este livro?

Ao terminar de ler esta belíssima obra, é possível entender perfeitamente que o momento sugerido por Darwin, logo abaixo, não teve seu foco nos anos da Segunda Guerra Mundial. Talvez alcancemos este momento em breve, no decorrer de alguns próximos séculos, quando a humanidade entender que há muita diferença entre defender um ponto de vista ou defender a todo custo, com unhas e dentes (e armas), um ponto de vista.

"Num período futuro, não muito distante quando medido em séculos, as raças civilizadas do homem irão, quase certamente, exterminar e substituir as raças selvagens em todo o mundo."
(Charles Darwin, The Descent of Man)




* A SS surgiu como guarda pessoal de Adolf Hitler na Alemanha e se tornou, mais tarde, uma das maiores organizações nazistas. Em 1923 foi criada a Sturmabteilung, chamada de SA. Tratava-se de uma força paramilitar nazista. Dentro dessa entidade foi então criado um pequeno grupo com o intuito de proteger os altos dirigentes do Partido Nazista em ocasiões públicas como comícios ou discursos. Foi somente em 1925 que a Schutzstaffel, SS, foi organizada com o objetivo de ser a tropa de proteção pessoal do líder nazista Adolf Hitler. A SS era uma tropa constituída por homens de elite, todos selecionados pela considerada “pureza” racial e pela fidelidade incondicional ao Partido Nazista. Tinha como lema a frase “Mein Ehre heißt Treue”, que em português significa “minha honra é a lealdade”. Essa pequena unidade paramilitar tornou-se um grandioso exército nazista, uma organização poderosa e com grande influência sobre o Terceiro Reich. Fonte: www.infoescola.com.



sexta-feira, 3 de maio de 2013

1010 maneiras de comprar (um livro) sem dinheiro

Passamos pelo site da revista Superinteressante e nos deparamos com a matéria 1010 maneiras de comprar (um livro) sem dinheiro. Resolvemos reproduzir a matéria na íntegra, inclusive imagem e vídeo.






Dia 23/04 foi o Dia Internacional do Livro. A comemoração nasceu há quase 90 anos na Catalunha (Espanha) e mais tarde foi instituída como efeméride mundial pela UNESCO, por ter sido o dia de morte de grandes escritores, como o espanhol Miguel de Cervantes e o inglês William Shakespeare. Na Europa, a data costuma ser celebrada com ofertas e descontos em livrarias. Mas, na Catalunha, há três anos surgiu uma iniciativa que promove a leitura e dá valor ao livro de outra forma que não pelo dinheiro: 1010 Ways To Buy Without Money* (1010 Maneiras de Comprar Sem Dinheiro, em inglês).
Comprar livros sem dinheiro. Parece incoerente, não? Só que isso não significa que o livro é grátis. A ideia é vender livros em troca de ações que devem ser realizadas e comprovadas pelos clientes. Valem ações do tipo:
- ligar para a sua mãe e dizer que você a ama;
- montar uma playlist alegre e compartilhar com seus amigos;
- doar sangue;
- deixar de fumar; ou
- tornar-se um doador de órgãos.
Os 1010 preços seguem uma lógica. Eles devem significar uma ação positiva para a pessoa que realiza, proporcionar um valor para a coletividade, gerar algum tipo de utilidade ou despertar a reflexão sobre consumo e sustentabilidade.

terça-feira, 12 de março de 2013