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domingo, 20 de março de 2016

Há 2000 anos

Francisco Cândido Xavier - pelo espírito Emmanuel

 

"Em verdade te digo (...) que muitos virão do Ocidente e do Oriente, procurando as portas do céu, mas somente encontrarão o reino de Deus e de sua justiça aqueles que amarem profundamente acima de todas as coisas da Terra, ao nosso Pai que está nos Céus, amando o próximo como a si mesmos"
(Jesus Cristo)

Sabe aquele livro que faz querer devorá-lo? De uma só vez?
Pois é...
E foi entre um banco de um parque público, cercado de grama e alguns lagos, na manhã serena de um dos dias iniciais de mais um vago carnaval, e uma cadeira caseira e confortável, que a leitura desta maravilhosa obra teve início e se deu continuidade. E se deu fim... E deu vontade de lê-la novamente.

O clássico “Há 2000 Anos” desperta uma fome indizível de sua leitura e sacia, página após página, capítulo após capítulo, um pouco da ansiedade da descoberta de sua história. Também expõe passagens das principais personagens com tamanho afinco e detalhamento que a sensação é da estar dentro do cenário, espiando por uma fenda, cada passo, cada gesto, cada emoção.

Sem contar, ainda, já adentrando na história, os detalhes descritos dos raros e preciosos momentos em que reduzida plateia esperava o momento ditoso pelas palavras de amor e consolação de Jesus, às margens do Tiberíades, vindo ele com Simão em sua barca, a fim de consolar os corações sofridos.

Em certo momento, quando ainda num dos primeiros capítulos, é-nos apresentado uma composição do personagem principal, Publio, feita ainda em sua juventude, dedicada a sua amada esposa, Lívia, e cantada por ela, embalada por uma harmoniosa e antiga harpa no terraço de sua casa. Por ser bastante marcante, achamos interessante sua publicação aqui.
Alma gêmea de minha alma
Flor de luz de minha vida
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão.
Quando eu errava no mundo
Triste e só, no meu caminho,
Chegaste, devagarinho,
E encheste-me o coração.

Vinhas na benção das flores
Da divina claridade,
Tecer-me a felicidade
Em sorrisos de esplendor!
És meu tesouro infinito.
Juro-te eterna aliança
Porque sou tua esperança,
Como és todo meu amor!

E por que eu deveria ler este livro?


  • por ser um livro rico em exemplos de ação e reação dos nossos atos, dos nossos passos, das nossas decisões
  • por ser um livro que conseguiu trazer alguns detalhes dos passos de Jesus
  • porque a melhor parte não é necessariamente o fim, mas todas
  • por ser um livro intenso, profundo, sério e com uma linguagem propícia da época

Esperamos seja uma leitura tão graciosa quanto nos foi.


"Muitos, também, dos que foram aqui chamados, serão escolhidos para o grande sacrifício que se aproxima!... Esses me encontrarão no reino celestial, porque as renúncias hão-de ser o sal da Terra e o sol de um novo dia!..."
(Jesus Cristo)




quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

As 5 Habilidades Essenciais do Relacionamento

Dale Carnegie


Como se expressar, ouvir os outros e resolver conflitos


"Faça com que a outra pessoa se sinta feliz em fazer aquilo que sugere"
(Dale Carnegie)

Assertividade, assertividade e assertividade, A habilidade de falar e agir de tal modo que as pessoas sejam levadas a reagir de maneira positiva e com atenção. Eis o assunto central tratado por Dale Carnegie nesta profunda obra.

O livro é destinado principalmente a leitores que desejam usufruir de seus ensinamentos no ambiente empresarial. Carrega vários exemplos práticos da teoria passada em cada capítulo e um plano de ação (ou passos de ação) no final de cada um. Então vem a ser um manual da assertividade corporativa? Não posso negar.

Cinco habilidades essenciais do relacionamento? Sim, cinco velhas habilidades tão óbvias para muitos, tão novas para outros. Eu poderia lista-las aqui, mas então tiraria todo o charme de um post sobre livros.

Por outro lado, insisto na ideia de que este é um livro que deveria ser animalescamente devorado por todas as pessoas que desejam ingressarem alguma empresa e deliciosamente degustado por veteranos. Por estas e outras, não vejo motivos para não listar estas incríveis habilidade, (re)ensinadas por Dale Carnegie. São eles:
  • o desenvolvimento de afinidade
  • a curiosidade
  • a comunicação
  • a ambição
  • a habilidade para resolver conflitos



Com suas duzentas e tantas páginas, a obra passa por temas como autoavaliação, etiqueta corporativa, reação a agressão, abordagem, personalidade, ambição, conflitos e vários outros que chega a ser uma lição para a vida inteira.

E por que você deveria ler este livro?


Se você pensa em aprimorar seus conhecimentos sobre relacionamento, principalmente na empresa, este é um livro (com o perdão do trocadilho) essencial. Por isso, perca invista uma semana ou mais duas para desfrutar destes sábios ensinamentos.

"Ouvir com assertividade: um dos fatos mais básicos da psicologia humana. Ficamos lisonjeados diante da atenção de outras pessoas. Isso nos faz sentir especiais. Queremos estar por perto de pessoas que demonstram interesse por nós. Queremos mantê-las por perto. Nossa tendência é retribuir seu interesse mostrando interesse por elas."
(Dale Carnegie)



terça-feira, 7 de abril de 2015

A imensidão dos sentidos

Francisco do Espírito Santo Neto - ditado por Hammed

Aprendendo a lidar com a sua Mediunidade


Conhecemos a verdade não só pela razão mas também pela emoção; é desta última maneira que conhecemos os seus princípios, e é em vão que o raciocínio, que deles não participa, tenta combatê-los. (Pascal)

Não se deve julgar o livro pela capa, diz o ditado. Mas este livro já começa bem servido pela bela e agradável apresentação.

Desde a criação de filhos até o autoconhecimento, este é um livro que passa por vários capítulos, rápidos e intensos. Capítulos que dão e recado e se vão. Que nos deixam mastigando o sentido de cada um.

Com vários exemplos em seu conteúdo, o autor nos dá uma ideia diferente em cada capítulo explanando o ponto de vista da aceitação espiritual das várias atitudes do médium sensitivo.

Livro de agradável leitura, nos foi um presente entregue por amigos e já é tanto bem recomendado quanto muito bem aceito.

"Precisamos adquirir o hábito sadio de averiguar como se processa em nossa intimidade a forma de perceber, sentir, justificar e argumentar diante da vida. É importante saber o porquê de nossas decisões, ações e reações."


Por trazer "mediunidade" em seu subtítulo, é um livro voltado para Mediuns. Contudo, abrange tantos setores adversos da vida de qualquer ser humano que pode facilmente ser lido e compreendido por um leigo e ainda assim ser muito bem aproveitado.


E por que ler este livro?


Muitas vezes achamos que nossos atos são sempre os mais corretos, os mais justos, os mais sensatos.os mais coerentes, e acabamos não percebendo que a definição destas palavras não é a mesma para todos nós.

De repente esta leitura consiga te ajudar na escolha de certas ações futuras ou até em refletir em atos passados, em erros cometidos que tanto te maltratam o sentimento.





domingo, 13 de abril de 2014

Eustáquio - quinze séculos de uma trajetória

Abel Glaser - pelo espírito Cairbar Schutel


Qual seria o gosto da chegada não fosse o amargo da trajetória?


Capa


Eustáquio, personagem principal da obra de Abel Glaser e Caibar Schutel, passa seus iniciais momentos vivendo o patrício general do exército Franco1, aliados aos Visigodos2, combatendo terrivelmente, e vencendo, o exército inimigo, os Burgúndios3.

Entendendo seu poder supremo, de exército vencedor, e confiante em demasia, o general aproxima-se de um jovem soldado – e prisioneiro – inimigo, já derrotado, portando em riste sua brilhante lâmina afiada e montado em seu cavalo alvo, cheio de medalhas ganhas por seu cavaleiro em antigas batalhas. Pretende fazê-lo implorar por sua vida, humilhando-o e subjugando-o até o final. O prisioneiro, no entanto, permanece cabisbaixo e não se move. Inconformado, o general vocifera que levante para morrer como um verdadeiro guerreiro. Nem mesmo termina sua imponente frase, o soldado inimigo, concentrando todas as forças que lhe restam, saca um punhal estrategicamente escondido em sua bota e o atira contra o general. Inertes e acolhidos, os soldados francos vêem o rodopio da adaga no ar e assistem a sua trajetória até atingir o coração do cavaleiro garboso, neste momento já livre da armadura.

Tombando do cavalo, desencarna pela primeira vez, Eustáquio, agora não mais general. A partir daí, Eustáquio vive várias outras encarnações, pagando por erros cometidos e aprendendo e evoluindo à sua velocidade própria.

Numa de suas reencarnações Eustáquio, agora Jean Paul, é soldado encarregado de cuidar da segurança pessoal da bela guerreira e destemida Joana D´Arc (cap. XXXIX), a Virgem de Domremy, no fim da Guerra dos Cem Anos4.
Teve também passagem na vida de um dos mais marcantes personagens históricos, Napoleão Bonaparte. Eustáquio, neste momento sendo Eduardo, filho de Fernando, tem em sua educação a orientação de acompanhar a qualquer custo as façanhas de Bonaparte. Todavia, termina rejeitando tudo isso e, cético com teorias e praticas que não trazem liberdade e solidariedade, torna-se um democrata e um liberal, o que lhe garante grande evolução espiritual.


Além destas, outra passagem rápida de Eustáquio foi a reencarnação como Pajé Arari-Tutóia (cap. XIX), no Brasil que, no ano de 900, ainda não possuía este nome e era apenas um continente selvagem, habitado por índios.






1) Francos são os integrantes das tribos da Germânia, que conquistaram a Gália no século V; habitavam primitivamente entre o Meno, o mar do Norte, o Ester e a Elba. As principais foram as dos Brúcteos, dos Queruscos, dos Sicambros e dos Sálios.
2) Visigosos é o nome dado aos Godos ocidentais. Entraram na Península Hispânica no ano de 415. No reinado do Eurico I, possuíram a Península e grande parte da Gália, entre o Ródano e o Líger (Loire). Em 507, começou a decadência do império visigótico. Por poucos anos possuíram o território, depois chamado Portugal. A invasão árabe terminou rapidamente o domínio visigodo na Península, com exceção das montanhas setentrionais.
3) Os Burgúndios são um povo germânico, estabelecido no século IV na margens do rio Reno, batidos pelos hunos em 437. Aliado dos Romanos e instalado na bacia de Ródano foi submetido pelos Francos em 534. Os Burgúndios deram o nome à Borgonha.
4) Guerra dos Cem Anos: 1337 a 1453.




Por que ler este livro?



Este livro nos chama a atenção devido ao número de reencarnações expostas, com detalhes, do ser Eustáquio. Além disto, é perceptível a evolução dele, deixando bem claro que toda ação tem sua reação. Sendo-nos isto permitido pelo Grandioso Eterno, podemos consertar nossos erros no decorrer das reencarnações. Bastando entender que não estamos aqui só de passagem.



Por fim, nos chamou a atenção também a última frase do livro, sendo a reencarnação de deixa de Eustáquio deste planeta. Neste momento Eustáquio vive José Antônio, nascido no Brasil em 1890, na cidade que viria a ser conhecida como “maravilhosa”, e que ainda jovem parte à Europa a fim de estudar medicina. Torna Josef, nome adaptado ao local e, dentre outra viagens, vai à Alemanha e tem seus dias terminados na França, trabalhando pela Cruz Vermelha. O autor nos impressiona com uma última frase maravilhosa e é com ela que terminamos, com a licença dele, nosso post:
“Um torpor suave envolve-lhe o corpo físico e liberta a sua percepção. Uma melodiosa e terna voz ecoa em seu espírito, sugerindo-lhe o momento da partida. Sereno, Josef adormece, sentindo o estacionar de seu cansado coração. Um último pensamento lhe percorre a mente, fazendo-o relembrar da voz meiga de Maria, dizendo-lhe, agora e para todo o sempre... ‘Eustáquio, venha conosco, o renascer do mundo depende de cada um de nós!’.”









quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O vendedor de sonhos - o chamado

Augusto Cury


O chamado


“Sem sonhos, os monstros que nos assediam, estejam eles alojados em nossa mente ou no terreno social, nos controlarão. O objetivo fundamental dos sonhos não é o sucesso, mas nos livrar do fantasma do conformismo.”


E, não mais do que estranhamente, a vida do intelectual Júlio Cesar foi salva por um homem. Ainda que contra sua vontade de Julio.

Do vigésimo andar do edifício San Pablo, Júlio tentava amenizar todas as suas dores, apagar seus medos, corrigir seus erros, diluir seus sonhos... Foi quando, no final daquela sexta-feira, após furar o bloqueio policial e passar pelo renomado psicólogo que tentava mudar a ideia do suicida, o estranho homem, prontamente trajado com “roupas de ontem”, barba por fazer, camisa social largada, aparentando em torno de 40 anos, sentou ao lado daquele que estava “por um fio”, retirou seu lanche de uma bolsa que carregava e começou a degusta-lo, pedindo licença e silêncio para Júlio enquanto deliciava o lanche.

Seria um louco? Um psicopata? Um apresentador sensacionalista de TV?

O Vendedor de Sonhos não só salvou a vida como mudou toda a forma de pensar do intelectual Júlio, professor universitário respeitadíssimo. Das cinco línguas que falava, nenhuma foi suficiente para entender, de imediato, o que ou quem era o homem que o salvou.


“...diferentemente deles “ – alguns socialistas –“, meu sonho não é destruir o sistema politico vigente para reconstruí-lo. Não creio em mudança de fora pra dentro. Creio numa mudança pacifica de dentro pra fora, uma mudança na capacidade de pensar, e enxergar, se criticar, interpretar os fenômenos sociais, e, em especial, na capacidade de resgatar o prazer. Meu sonho está dentro do ser humano.”

“Quando considero a brevidade da existência dentro do pequeno parêntese do tempo e reflito sobre tudo o que está além de mim e depois de mim, enxergo minha pequenez.
Quando considero que um dia tombarei no silêncio de um túmulo, tragado pela vastidão da existência, compreendo minhas extensas limitações e, ao deparar com elas, deixo de ser deus e liberto-me para ser apenas um ser humano.
Saio da condição de centro do universo para ser apenas um andante nas trajetórias que desconheço...”


Por que ler este livro?


Em sua trajetória, o Vendedor de sonhos mostra que há um lado divertido de enxergar a vida, um lado inteligente de responder perguntas profundas e a forma simpática de agradar a (quase) qualquer um.

De história instigante e provocadora, Augusto Cury – autor do livro – permite ao leitor saborear o conhecimento da história de simplicidade e superação deste personagem que permitiu perceber a pacaticidade da vida até mesmo do mais hiperativo dos cidadãos.

Este livro é o primeiro da saga O Vendedor de Sonhos, e tem outros dois títulos, de mesma autoria, sendo O vendedor de sonhos e a revolução dos anônimos,














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