Augusto Cury
Que atitudes tomaria se o mundo desabasse sobre você?
"A humanidade não precisa de heróis nem deuses, mas de seres humanos que reconheçam suas tolices e assumam suas limitações e imperfeições."
Livro de Augusto Cury que dá
sequência na saga O vendedor de sonhos e que pode ser lido separadamente dos
outros.
A fascinante história nos mostra
um trecho conturbado da vida de Mellon Lincoln e sua modesta recuperação,
deixando bem claro sua capacidade de pensar.
O voo era o JM 4477, do dia 23 de
março. Lá estava a família de um dos homens mais poderosos do planeta, Mellon Lincoln,
dono de um enorme grupo de empresas espalhadas por muitos países. Lincoln,
assim como outras figuras da nossa história, tinha muito poder e caiu por terra
devido a um traidor acolhido sentimentalmente por ele em uma de suas empresas¸ Roger.
Roger, por sua vez, era seu
cunhado, irmão e sua esposa e que deixou a cobiça tomar conta do seu
pensamento, eliminando do seu caminho o que e quem precisasse e corrompendo
outras pessoas com seu pequeno poder dentro do grupo.
Junto a esposa Lincoln tinha um
casal de filhos. Era um homem ambicioso, afetado por seu doentio vício em
trabalho e marcado para morrer no voo JM 4477 do dia 23 de março. No aeroporto, logo antes de embarcar numa
viagem férias com sua família, teve que resolver um problema e retirou-se do
caminho do voo. Ainda no aeroporto, logo após a decolagem do seu voo perdido, Lincoln
vê o avião explodir.
Julgado por sua própria mente Lincoln
não encontra respostas para o ocorrido e inicia, em praça pública e alto e bom
tom, um diálogo com Deus. Seria um monólogo, mas ele mesmo encontra respostas
como sendo de Deus e persiste debatendo, fazendo-Lhe perguntas que poucos sequer
pensariam em fazer a si mesmos. Eis que, a partir daí, surgem alguns seguidores
de caminhada, os discípulos. Junto a estes, aparecem alguns cidadãos que não
gostaram da forma com que Lincoln se dirige a Deus e agridem-no.
Começa aí a longa trajetória de Lincoln
para tirar o fantasma da culpa de sua mente, nos mostrando que é possível pensarmos um pouco mais do que vemos.
Por que ler este livro?
“Vivemos na era do fast-food intelectual em que tudo é rápido e pronto como um hambúrguer. Não estamos elaborando as informações nem promovendo o raciocínio esquemático, a arte da pergunta ou o idealismo.”
Também com estas palavras, o Semeador
de Ideias nos mostra que estamos estagnados no tempo e permite que percebamos o
poder do intelecto de cada um de nós. Ao invés de aceitarmos tudo, por que não
nos perguntamos o que poderia ser melhorado? O fast-food de ideias que nos
cobre nos dias atuais nos torna uma sociedade sem vida.
