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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Como se tornar um líder servidor

James C. Hunter


Os princípios de liderança de O monge e o executivo.


Qualquer um que queira ser um líder entre vocês deve primeiro ser o servidor.
Se você opta por liderar, deve servir.
(Jesus Cristo)

Este livro trás, empiricamente, os conselhos apresentados na história do livro O Monge e o Executivo, do mesmo autor.

Prazeroso ao ser lido, o livro demonstra que, para aquele que deseja ser um bom líder, já deu o primeiro passo e procura a melhoria contínua através de feedback, não está longe de conseguir. Todavia, ser um bom líder é preciso, antes de mais nada, seguir uma não tão rigorosa lista de "ingredientes" que tornam a liderança uma prática efetiva.Esta lista está sugerida nos capítulos do livro:
  1. Sobre a liderança;
  2. Sobre o poder e autoridade;
  3. Sobre o desenvolvimento da autoridade;
  4. Sobre liderança e amor;
  5. Sobre gentileza e responsabilidade;
  6. Sobre a natureza humana;
  7. Sobre o caráter a mudança humana;
  8. Sobre a inteligência emocional e liderança; e
  9. Sobre motivação e outras coisas fundamentais.
Uma palavra nos chamou a atenção durante a leitura e destacou-se explicitamente a cada aparecer. Esta palavra, que dá "corpo" a um sentimento belíssimo, é amor. Não o amor enfatizado nos romances apaixonados do cinema, mas amar o que se faz, amar ao próximo, fazer o que deve ser feito com paixão.

Também é bastante evidente a diferença entre poder e autoridade e a forma com que estes dois métodos de liderança afetam a equipe. Para demonstrar a situação, o autor nos remete à seguinte situação: o marido concede um desejo da esposa de comprar um cachorro da raça Poodle. Como sempre o marido quer chegar em casa e relaxar em sua poltrona, mas de repente lá está, todo esparramado, o novo integrante da família, o cachorro. O marido então, para resgatar seu espaço de conforto, dá leves palmadas com o jornal para que ele saia de sua poltrona. O cachorro sai, pois tem medo, mas voltará à poltrona assim que tiver nova oportunidade. Neste momento o marido é o único motivado da história. Certo dia, a esposa ameaça abandonar o marido se ele persistir em bater no cachorro. Neste momento o marido começa a subordinar o cachorro com pedaços de carne. Assim, voltamos ao ponto em que apenas o marido está motivado, pois o cachorro voltará a se esparramar na poltrona na primeira oportunidade, não estando "motivado" a sair dali, e sim, está desafiado e enfurecido.

Como o título do livro sugere, um bom líder deve ser um servidor. Ensina-se pelo exemplo e, levando isto em consideração, deve-se servir para ser servido - neste caso, respeitado. Não que o líder deva pôr a mão na massa igualmente os liderados, mas ele deve servir como apoio em qualquer cena. Discutir situações, ouvir e respeitar sugestões e opiniões, ser afetivo, ser servidor, ser amigo e, principalmente, amar a equipe são básicas recomendações descritas no decorrer das página do livro.

Criar atrito é outra boa prática de um bom líder. Não confundindo atrito com conflito. O atrito positivo tira o funcionário da zona de conforto e "acende uma fogueira dentro dele". Faz com que ele se mova rumo a melhoria, pois percebeu que não está no melhor dos cenários, situação esta que não era percebida antes de "criação" do atrito.

A verdade é que não há nada de digno em ser superior a outra pessoa.
A única nobreza genuína é ser superior a seu antigo eu.
(Whitney M. Young Jr.)

Você obtém o melhor esforço dos outros não por acender uma fogueira sob seus pés, mas por atear um incêndio dentro deles.
(Bob Nelson)
Wordle: Como se tornar um líder servidor





sábado, 8 de setembro de 2012

A arte da prudência

Baltasar Gracián


O livro original, escrito por Baltasar Gracián, foi publicado em 1647. O objetivo do mesmo foi oferecer aos homens do seu tempo um guia de ajuda para os labirintos das intrigas, das dúvidas e das maledicências cotidianas. 

Livro de leitura rápida e profunda. Vale torná-lo um livro de cabeceira e de eterno acompanhamento, pois mesmo passados mais de três séculos de sua publicação, ele nos dá a exata ideia de melhoria contínua em diversas situações cotidianas da vida.

O livro utilizado para nossa leitura e ilustrado na figura ao lado contém cento e cinquenta dos trezentos aforismos contidos no livro original. Dentre os aforismos, destacamos um que trata não apenas de espelhar-se em alguém, mas de superá-lo. 

Escolher um modelo elevado.

Mais para superá-lo do que para imitá-lo. Há exemplos de grandeza e uma vasta literatura sobre os homens de reputação. Cada um deve escolher como modelo a pessoa de mais mérito em seu campo, não tanto para segui-la mas para superá-la. Alexandre não chorou diante da tumba de Aquiles por ele estar morto e sepultado, mas por si mesmo, por ainda não ter alcançado a mesma fama. Não há nada que estimule mais a ambição que o clarim da glória alheia. E aquilo que abate a ideia revigora a nobreza.
 Baltasar Gracián
É quase um tapa na cara a cada página.



terça-feira, 28 de agosto de 2012

As Valkírias

Paulo Coelho


Um livro sobre a tentação



Podemos dividir nossas experiências – como eu procurei dividir a minha, neste livro – mas não existem fórmulas para este crescimento. Deus colocou generosamente Sua sabedoria e Seu amor ao nosso alcance. Cabe a nós, neste momento da história, desenvolver os próprios poderes, acreditar que o Universo não acaba nas paredes do nosso quarto, aceitar os sinais, seguir os sonhos e o coração. 
Paulo Coelho


Uma história ocorrida entre 5 de setembro e 17 de outubro de 1988 deixou Paulo, personagem do livro e da vida real, contente. Ao lado de sua esposa, Chris, saem para uma viagem para poucos e raros entendedores, uma corrida, uma emoção... quarenta dias que farão contato com suas questões e conflitos mais íntimos.

Paulo e a esposa vão na intenção, um tanto quanto desafiadora, sutil e ansiosa, de realizar uma tarefa pessoal dele, a tarefa de ver seu anjo da guarda. 

Um deserto estadunidense, o deserto do Mojave – nome dado devido a grande predominância de cobras Mojave, um tipo de cascavel – era o destino escolhido. Era onde ele poderia se concentrar no Extraordinário. Lá, Paulo tinha um contato, dentre tantos que tinha espalhados em cada canto do mundo. 

Took, um garoto que não passava dos seus vinte anos e morava num trailer estacionado em pleno deserto era seu contato. Era filho de um poderoso mago. Foi ele quem falou das Valkírias para Paulo, dizendo que elas são ciumentas e duras, mas que poderiam facilitar Paulo em sua tarefa. Também contou que conseguiu ver seu anjo quando elas passavam por ali, por perto do trailer, quando ele dominava sua segunda mente. Sim, segunda mente, funcionam juntas – primeira e segunda – e dependem  do seu próprio esforço para controlá-las.

A gente sempre destrói aquilo que mais ama
em campo aberto, ou numa emboscada;
alguns com a leveza do carinho
outros com a dureza da palavra;
os covardes destroem com um beijo,
os valentes, destroem com a espada.
Oscar Wilde, "Balada do cárcere de Reading" – trecho exposto no decorrer do livro


Took o instruiu durante bastante tempo. Certo dia, num posto de gasolina, Paulo se depara com moças à cavalo, que rodeavam o posto sobre seus animais. Eram oito ao todo. Uma delas fixa o olhar em Paulo e, a partir daí, Vahalla, uma Valkíria, começa a fazer parte dos seus próximos dias. Segundo Vahalla, para ver seu anjo são necessárias três coisas: romper um acordo, aceitar um perdão e fazer uma aposta.

Vahalla acompanha e instrui Paulo por alguns próximos dias, à fim de realizar sua possível tarefa.

Walkyrias: ninfas do palácio de Votan. Para Paulo, não fazia diferença quem era Votan. Mensageiras dos deuses, conduziam os heróis à morte – e depois, ao paraíso. Excitam os combatentes pelo amor que seu charme inspira em seus corações, e pelo exemplo de bravura à frente das batalhas, montadas em corcéis rápidos como as nuvens, e ensurdecedores como a tempestade. Simbolizam ao mesmo tempo a embriaguez da coragem e o descanso do guerreiro, a aventura do amor em luta, o encontro e a perda.

Um livro interessante pela simplicidade tanto das palavras quanto da história, mas a esta última, agrega-se profundidade, empenho, perseverança, um tanto de decepção e a volta por cima de tudo isso.




quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O monge e o executivo

James C. Hunter


Uma história sobre a essência da liderança.


Paciência, bondade, humildade, respeito, abnegação, perdão, honestidade, compromisso e sacrifício não são palavras que apenas definem uma pessoa por si só. Elas conseguem definir, entrelaçadas, o amor e a liderança.

Não basta dar ordens ou distribuir tarefas, todas as qualidades citadas precisam fazer parte do cotidiano de qualquer líder.

Durante o transcorrer do livro, o colega de quarto do autor cita um texto grafado em sua caneca:
Não é meu trabalho pilotar o navio;
Nunca soprarei a corneta.
Não é meu trabalho dizer até onde
O navio irá.
Não tenho licença para ir ao convés
Ou mesmo tocar o sino.
Mas se esta coisa começar a afundar
Olhe quem vai para o inferno!

Isso mostra a falta de oportunidade que algumas pessoas possuem, deixando que a situação se transforme em transtorno. Mas já dizia o velho ditado “é nos difíceis momentos que encontramos as melhores oportunidades ” . Cabe ao operário a decisão de se tornar um líder, de tomar a iniciativa e fazer mais e melhor do que faz hoje.

Segundo o livro, a autoridade não deve ser tomada com poder. Ela deve ser adquirida pelos atos, deve ser conquistada. É diferente um filho obedecer ao pai pura a simplesmente pelos atos do pai serem vistos de forma positiva dentro de casa, com respeito, com amor, com dedicação, com humildade... ao invés de o filho obedecer por medo, seja de castigo, seja da surra.

Cabe a cada um de nós buscar e conquistar essa liderança. Além de tudo, podemos ser um líder não apenas tendo um título ou um crachá diferenciado, mas em qualquer situação. Qualquer mesmo!


(continua no post do livro Como se tornar um líder servidor)




quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Universo de amor

Irene Pacheco Machado - pelo espírito Luiz Sérgio




Um parágrafo que me chamou a atenção: 

 “_Você tem razão. As menininhas de hoje deitam com seus namorados desde os doze anos, iniciando-se na problemática do sexo na adolescência, incentivadas pelos meios de comunicação que fazem apologia ao sexo livre. E essas menininhas deixam de sonhar bem cedo, por que uma relação sexual requer vários cuidados: controle de natalidade, ida ao ginecologista, enfim, se elas não se cuidarem, logo colherão as consequências. Uma adolescente, quase menina, está deixando passar os mais belos anos de sua vida, um direito que Deus lhe outorgou: ser criança, ser menina-flor, ser resguardada pelos pais. E trocando de parceiros, porque nessa idade os sentimentos são imaturos, cada uma deles lhe deixa uma marca: a morte de seus sonhos. E quando amar de verdade, será que sua saúde estará cem por cento ou já terá abortado, tido miomas ou outra doenças femininas? Sabemos que a pílula não só altera o metabolismo, como muitas vezes causa outros danos à mulher. Por mais que ela deseje igualar-se ao homem, o seu próprio corpo a torna incapaz.
_E a coisa está feita, não é, Rayto?
_Sim, Sérgio, a família tem de buscar uma religião, apresentar Deus a seus filhos e mostrar-lhes que o corpo é um veículo que nos pode levar à queda; que mesmo julgando-se seu dono, ele requer que os nossos espíritos o respeitem, pois existe uma lei chamada ação e reação. Nada mais lindo do que o olhar de uma jovem repleto de sonhos e esperanças!...”

Excelente livro contando a trajetória de Luiz Sérgio, espírito que acompanha, em vários momentos e lugares, uma equipe de espíritos disposta a fazer tratamentos em espíritos recém-chegados ao plano espiritual.

Dentre os doentes, está uma menina que se enforca no banheiro da casa por ter sido usada pelo ex-namorado e depois descartada. Aidética, depois de ter sido largada pelo amado, ela se vê no fim da linha e, resolve a se suicidar, e agora se vê num momento e lugar totalmente desconhecidos, o plano espiritual. Com um tratamento bastante focado dos espíritos benfeitores, ela consegue se recuperar e se sente muito agradecida pela atenção de todos. Após o tratamento, seu depoimento é bastante comovente, deixando à mostra alguns efeitos maléficos que as drogas produzem no organismo humano.

Além deste fato bastante marcante no livro, vários outros cenários são descritos e experiências que poderiam (e deveriam) ser usadas junto à educação infantil, à fim de mostrar os malefícios dos vícios, em especial das drogas ilícitas, ao corpo humano.

No final, apenas o resumo conclusivo de todas as passagens e experiências passadas, o livro deixa bastante claro que bom mesmo é fazer o bem e que, a "vida após a morte", continua maravilhosa.




sábado, 4 de agosto de 2012

Um roqueiro no além

Nelson Moraes - pelo espírito Zílio


Nas ilusões da vida... Encontrei a morte!
Na realidade da morte... Descobri a vida!


O livro conta a vida desencarnada do nosso querido Maluco Beleza, o grande Raul Seixas.
Sua experiência contada resumiu-se e deu sentido a cada um dos capítulos do livro, sendo:
  • Na sepultura
  • Fora da sepultura
  • No Vale dos Drogados
  • Na Colônia Escola
  • Novas revelações
  • O resgate de Mirna
  • A missão
Interessante deste livro é este parágrafo que deixa bem claro que o espírito que dita este livro é do grande cantor e compositor Raulzito:
"Na verdade, fui um equivocado, apontei tudo o que eu achava que estava errado, mas não soube indicar o certo. Minhas intenções eram boas, mas minhas atitudes eram contraditórias. Em vez de atacar e ferir o sistema, eu deveria ter contribuído para transformá-lo. Não corri atrás do ouro dos tolos, mas, na cama do meu apartamento, fiquei deitado com a boca aberta, esperando a morte chegar. Ela chegou antecipada! Veio convidada pela minha insensatez. Em vez de repousar em seus braços, ela agora fazia arder minha consciência. No auge da minha angústia, eu questionava:
_ Quanto tempo terei que ficar nesta situação? Ficarei aqui até o dito trem passar? Será que vou? Ou será que fico?
Eu consolava a mim mesmo:
_ Não importa! Se vou, livro-me deste mundo equivocado. Se fico, tento outra vez."
No penúltimo capítulo, talvez o mais chocante deste livro, Zílio conta como foi resgatar um espírito (Mirna) que há muito o acompanha, assim como outros que também o acompanham, mas neste  momento Mirna precisava de sua ajuda, sem saber, e era exclusivamente Zílio quem deveria fazer este serviço, por motivos sentimentais. Neste serviço, Zílio foi informado que seria de extrema importância que ele conseguisse observar tudo o que poderia, pois refletir-se-ia na continuidade do livro, o próximo capítulo.
Por fim, deixo a frase de capa e que também resume o livro e a história de além-túmulo do cantor:
Nas ilusões da vida... Encontrei a morte!
Na realidade da morte... Descobri a vida!